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Mediações terapêuticas na psicoterapia

Outras formas de expressão, encontro e elaboração

A palavra ocupa um lugar central na psicoterapia, mas nem toda experiência se apresenta apenas por meio dela. Quando há indicação clínica e interesse do paciente, diferentes recursos podem integrar o processo terapêutico, ampliando as possibilidades de expressão, associação e elaboração.

Jogos digitais, desenho, pintura e outros recursos de artes visuais podem funcionar como mediações no encontro clínico. Sua utilização não segue fórmulas prontas: considera a singularidade de cada pessoa, o momento do processo e as questões que emergem na relação terapêutica.

As mediações não substituem a escuta clínica e não são utilizadas como testes ou interpretadas isoladamente. Elas passam a integrar o trabalho a partir do que acontece no encontro entre paciente, terapeuta e recurso. 

Na Gruppalità, esses recursos são integrados ao processo psicoterapêutico orientado principalmente pela Psicanálise contemporânea.

Duas possibilidades de mediação

com recursos de artes visuais

Desenhar, pintar e experimentar materiais podem oferecer outras vias de expressão dentro da psicoterapia. O foco não está na habilidade artística nem na produção de uma obra, mas na experiência que se constrói durante o processo e no que ela pode mobilizar, comunicar ou tornar possível elaborar.

A utilização clínica de recursos de artes visuais dialoga também com a formação continuada do Dr. Rodrigo Giovanetti, atualmente em especialização em Arteterapia, e com seus estudos e práticas em desenho e pintura.

com jogos digitais

Jogos digitais podem funcionar como objetos de mediação no processo psicoterapêutico. O modo de jogar, as escolhas, narrativas, relações e experiências que surgem durante a atividade podem, quando clinicamente pertinentes, compor o material do trabalho terapêutico.

A utilização clínica dos jogos digitais integra também a trajetória de pesquisa de doutorado do Dr. Rodrigo Giovanetti no Instituto de Psicologia da USP.

Como uma mediação passa a fazer parte do processo?

Não existe um recurso indicado previamente para determinado diagnóstico, idade ou dificuldade. A escolha considera a singularidade da pessoa, seus interesses, a relação terapêutica e o momento do processo.

Em alguns atendimentos, a palavra permanecerá como principal forma de trabalho. Em outros, jogos, imagens, desenho, pintura ou diferentes materiais poderão abrir novas possibilidades de encontro e elaboração.

As mediações terapêuticas podem ser utilizadas com crianças, adolescentes e adultos, sempre de acordo com a singularidade de cada pessoa e o momento do processo clínico.

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Aquarela

A fluidez da água, as transparências, sobreposições e movimentos próprios da aquarela oferecem possibilidades particulares de experimentação no processo terapêutico.

 

Dependendo da pessoa e do momento clínico, o recurso pode favorecer associações, experiências com formas, limites, intensidades e transformações que passam a ser trabalhadas no encontro com o terapeuta.

Carvão e desenho

O desenho pode assumir diferentes funções no processo terapêutico: registrar uma imagem, experimentar formas, construir narrativas ou simplesmente acompanhar aquilo que surge no encontro.

 

O carvão, por suas características materiais — intensidade, contraste, possibilidade de apagar, espalhar e sobrepor — oferece experiências distintas de outros recursos gráficos.

O significado dessas produções não é previamente estabelecido: ele é construído no contexto do processo e das associações da própria pessoa.

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Outros recursos de artes visuais 

Além da aquarela, do carvão e do desenho, podem ser utilizados grafite, lápis de cor, pastéis, guache, lápis aquareláveis e outros materiais.

 

A escolha não parte de um significado previamente atribuído a cada recurso, mas de sua pertinência para a pessoa, para o momento do processo e para aquilo que se constrói no encontro terapêutico.

Jogos digitais

Os jogos digitais podem funcionar como objetos de mediação no processo psicoterapêutico. Quando há indicação clínica e interesse do paciente, o próprio ato de jogar, as escolhas realizadas, as relações estabelecidas, as narrativas e as experiências vividas durante o jogo podem passar a compor o material do trabalho clínico.

Durante o jogo podem emergir maneiras de lidar com regras e desafios, escolhas, estratégias, cooperação, frustração, narrativas, personagens e formas de relação. Esses elementos não recebem interpretações automáticas: podem se tornar temas de conversa, associação e elaboração a partir da experiência compartilhada no processo terapêutico.

O objetivo não é simplesmente utilizar jogos para tornar a terapia mais atraente. O jogo integra uma situação clínica e pode criar condições diferentes para o encontro, a expressão, a associação e a elaboração.

Na Gruppalità, esse trabalho pode ser realizado presencialmente no Ateliê de Jogos da unidade Butantã e, em determinadas situações, também no atendimento online.

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Ateliê de Jogos

Butantã - São Paulo

Jogos digitais
Pesquisa e prática clínica

Na Gruppalità, a utilização de jogos digitais como mediação dialoga com a trajetória clínica e acadêmica do Dr. Rodrigo Giovanetti, incluindo sua pesquisa de doutorado no Instituto de Psicologia da USP sobre Psicanálise e jogos digitais. 

 

Os jogos não são utilizados como uma técnica isolada, mas integrados ao processo psicoterapêutico quando há pertinência clínica.

Independente do elemento mediador, nosso objetivo é sempre favorecer estratégias que tragam maiores benefícios terapêuticos ao paciente, favoreçam sua adesão ao processo e criem um ambiente psicoterapêutico seguro e acolhedor.

Dúvidas frequentes

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